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Uma orquestra lusa afinada, ao som de mais uma goleada e do apuramento garantido

  • Foto do escritor: Alexandre Pereira
    Alexandre Pereira
  • 6 de nov. de 2025
  • 3 min de leitura

Portugal voltou a brilhar no Mundial Sub-17! Depois da goleada frente à Nova Caledónia, a equipa de Bino Maçães não deu hipóteses a Marrocos e venceu por uns expressivos 6-0. Os golos foram apontados por João Aragão, Anísio Cabral, Mateus Mide (2) e José Neto (2), num duelo entre campeões continentais, que rapidamente se transformou num recital luso. As jovens quinas dominaram do primeiro ao último minuto e com esta vitória, em conjunto com o resultado do outro jogo do grupo, garantem um lugar nos 16 avos de final.


O duelo entre os campeões da Europa e de África prometia equilíbrio, mas rapidamente se tornou num amasso dos lusitanos. Portugal apresentou-se com oito alterações em relação à goleada (6x1) frente à Nova Caledónia. Já o conjunto de Nabil Baha — antigo jogador do Naval e do SC Braga — revelou-se muito aquém das expectativas, incapaz de travar o ímpeto luso.


As intenções de Portugal ficaram bem claras desde cedo. Aos nove minutos, Stevan Manuel testou os reflexos de Bellaarouch com um remate de primeira, naquele que foi o primeiro aviso de perigo. Pouco depois, Anísio Cabral caiu na área, após um carrinho do adversário, mas o árbitro mandou seguir, mesmo após recurso ao challenge. Um episódio curioso, idêntico ao que se passou no encontro anterior, embora dessa vez contra os portugueses, mas também numa fase precoce da partida.


O golo, contudo, acabaria por surgir com naturalidade. Aos 20 minutos, João Aragão, extremo do SC Braga, protagonizou uma jogada de destaque individual: recebeu um passe de José Neto, partiu da esquerda para o meio e rematou com classe para o primeiro golo do encontro. Apenas dois minutos depois, Anísio Cabral ampliou a vantagem com um disparo forte e rasteiro, após um passe longo de Rafael Quintas.


Portugal não abrandou e aos 28’, Mateus Mide finalizou de primeira um cruzamento perfeito de José Neto, fazendo o 3-0. Forte entrada dos comandados de Bino Maçães, onde as combinações entre os seus jogadores e a objetividade no último terço fizeram a diferença.


Ainda antes do intervalo, as jovens quinas voltaram a marcar. Aos 41’, Anísio Cabral foi derrubado na área por Bellaarouch, e desta vez a equipa de arbitragem assinalou grande penalidade a seu favor. Mateus Mide converteu o penálti (44’) e assinalou o seu segundo golo no jogo.


Superior em todos os aspetos, Portugal foi eficaz, intenso e dominador, perante uma seleção marroquina que desapontou pela falta de competitividade. Sem criar qualquer lance de perigo, os campeões africanos foram incapazes de travar uma equipa que chegava ao último terço com naturalidade e confiança. Ao intervalo, o 4-0 era o espelho fiel da exibição.


A segunda parte começou com mais um golo de Portugal. Apenas 30 segundos contados e José Neto já ampliava a vantagem. O lateral pressionou a defesa marroquina, recuperou a bola e, sem hesitar, disparou de fora da área para o 5-0.


Com o jogo controlado, Portugal manteve a intensidade e chegou ao sexto golo aos 60 minutos. Num livre cobrado por Rafael Quintas, José Neto voltou a aparecer em zona de finalização e, de cabeça, fez o seu segundo golo da tarde — somado às duas assistências nesta mesma partida. Um jogo de sonho para o defesa do Benfica, numa altura em que até os adeptos marroquinos começaram a celebrar os golos dos jovens lusos.


Marrocos só conseguiu criar verdadeiro perigo aos 63 minutos, num lance que levantou dúvidas sobre se a bola teria ou não ultrapassado completamente a linha de golo. O árbitro mandou seguir, e Romário Cunha, que até então era um mero espectador dentro de campo, registou a sua primeira intervenção no encontro.


Com o resultado mais do que decidido, as jovens quinas baixaram o ritmo, algo que não agradou a Bino Maçães. Na pausa de hidratação (74’), o descontentamento do selecionador era visível e não queria ver a sua equipa desligar, mesmo perante um marcador tão confortável.


Aos 80 minutos, Romário Cunha voltou a ser chamado a intervir, travando um remate fraco de Abdelali Eddaoudi.


O marcador não voltou a mexer e Portugal confirmou uma vitória expressiva por 6-0, carimbando o passaporte para a fase seguinte do Mundial Sub-17, graças também ao empate a zeros no outro encontro do grupo entre o Japão e a Nova Caledónia.


Segue-se agora o duelo frente aos nipónicos, no próximo domingo, dia 9 de novembro, às 13h30, onde a turma de Bino Maçães tentará fechar a fase de grupos com um pleno de vitórias e o primeiro lugar no grupo.


Autor: Rodrigo Martins

Imagem: Getty Images

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