Portugal impõe a lei da reviravolta e atropela a Nova Caledónia
- Alexandre Pereira
- 3 de nov. de 2025
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A seleção portuguesa de sub-17 carimbou a sua primeira vitória na estreia no Mundial, ao vencer de forma categórica a Nova Caledónia por 6-1. Num jogo de sentido único, a equipa orientada por Bino Maçães mostrou maturidade para superar um início turbulento — com um golo anulado e uma grande penalidade contra — e respondeu com uma exibição dominadora, apoiada nas alas e na sua habitual vocação ofensiva, que traduziu em pleno a superioridade das jovens quinas.
Os atuais campeões europeus de sub-17 entraram em campo como claros favoritos diante da Nova Caledónia. Sob o comando de Bino Maçães, a seleção portuguesa confirmou as expectativas, assumindo o controlo do jogo desde o apito inicial. Fiel ao seu estilo ofensivo, Portugal impôs um ritmo intenso e criou inúmeras oportunidades, sobretudo explorando as duas alas, que se revelaram autênticos motores das ações atacantes da equipa das quinas.
Logo aos seis minutos, ficou evidente a aposta de Portugal nos cruzamentos como uma das principais armas ofensivas. Anísio Cabral surgiu oportuno no coração da área para desviar de cabeça um centro vindo da direita e inaugurar o marcador.
No entanto, a celebração durou pouco. A equipa técnica da Nova Caledónia recorreu ao novo sistema de Challenge, que permite um lance anterior cujo tenham surgido dúvidas. Após análise, o árbitro sul-africano decidiu anular o golo português e assinalar grande penalidade a favor dos neocaledónios. Na marca dos onze metros, Ezekiel Wamowe manteve a calma e não perdoou: guarda-redes para um lado, bola para o outro, colocando a Nova Caledónia em vantagem.
Em desvantagem no marcador, a seleção das quinas respondeu com ainda mais intensidade e pressão ofensiva. O domínio português acentuou-se, e a recompensa chegou aos 22 minutos. Num lance que quase replicou o golo anteriormente anulado, Anísio Cabral voltou a surgir no centro da área neocaledónia, impondo-se entre os defesas para restabelecer a igualdade e assinar o primeiro golo oficial de Portugal na partida.
O ímpeto ofensivo da equipa orientada por Bino Maçães manteve-se firme, com Portugal a intensificar a pressão sobre a defesa adversária. Apesar do domínio e das várias investidas junto à área neocaledónia, faltou eficácia na finalização, e o marcador manteve-se inalterado até ao intervalo.
No recomeço da partida, Portugal apresentou duas alterações estratégicas que rapidamente surtiram efeito. Bastaram dois minutos para Anísio Cabral, em mais uma demonstração de instinto goleador, aparecer no momento certo e consumar a reviravolta portuguesa.
Seis minutos depois, a inspiração ofensiva das quinas voltou a brilhar: Stevan Manuel e o recém-entrado Mateus Mide protagonizaram uma bela combinação dentro da área neocaledónia. Numa rápida “tabelinha”, Stevan apareceu na cara do golo e ampliou a vantagem para 3-1.
Antes mesmo de se completar a primeira hora de jogo, Mateus Mide voltou a fazer estragos, confirmando que a aposta de Bino Maçães na sua entrada foi mais do que acertada. Com um remate rasteiro e preciso junto ao poste esquerdo, o avançado selou o quarto golo português em apenas 15 minutos da segunda parte — um autêntico vendaval ofensivo que deixou a Nova Caledónia sem resposta.
Portugal manteve o ritmo elevado e não abrandou perante a equipa oriunda das ilhas do sul do Oceano Pacífico. Fiel ao ditado “água mole em pedra dura, tanto bate até que fura”, a persistência portuguesa acabou mesmo por furar a defesa neocaledónia. Depois de várias investidas, Mauro Furtado apareceu no sítio certo para finalizar um passe de cabeça de Ricardo Neto, selando o quinto golo da partida e confirmando o domínio total da seleção das quinas.
Mesmo nos instantes finais, José Neto fechou a contagem com classe, dominando a bola no peito e disparando para o canto direito da baliza de Nicolas Kutran, assinando o sexto golo da partida para Portugal.
Com esta vitória, a seleção portuguesa de sub-17 estreia-se no Mundial com uma goleada convincente. Apesar dos seis tentos, a equipa lusa revelou alguma falta de eficácia nas finalizações, um ponto que Bino Maçães certamente irá querer corrigir nas próximas partidas.
O próximo desafio está marcado para quinta-feira, 6 de novembro, contra Marrocos. Com este triunfo, Portugal assume a liderança do Grupo B, ao lado do Japão, que venceu a seleção marroquina por 2-0.
Autor: Alexandre Pereira
Imagem: FPF


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