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Deja Vu pintado de azul, leva Benfica a cair novamente

  • Foto do escritor: Alexandre Pereira
    Alexandre Pereira
  • 29 de jun. de 2025
  • 3 min de leitura

Atualizado: 14 de jul. de 2025

Depois de terem conseguido fazer história contra o Bayern ao vencerem-nos pela primeira vez, a esperança dos adeptos benfiquistas é que hoje, contra o Chelsea, acontecesse o mesmo. Infelizmente, não foi o caso, pois os blues venceram as águias por quatro bolas a uma (1-4), depois de um jogo cheio de surpresas.

Os blues entraram no jogo com muita agressividade e com um ritmo muito alto. A formação de Enzo Maresca está a tentar controlar o tempo da partida e, acima de tudo, explorar a verticalidade e velocidade dos seus jogadores.

Após um período de domínio inglês, a turma do timoneiro setubalense, Bruno Lage, obrigou a equipa de Londres a recuar e a defender dois ataques de perigo das águias – foi Pavlidis que não conseguiu finalizar, mas que tem sido crucial para segurar a bola lá à frente.


Minutos de aflição para a equipa das águias. Primeiro foi António Silva quem foi o salvador, após corte em cima da linha de Cucurella. De seguida, foi o suspeito do costume, o guardião ucraniano, Anatoliy Trubin a salvar o Benfica.


A equipa londrina continuou a pressionar – e muito. Várias foram as tentativas de violar a baliza de Trubin, mas este tinha outras intenções. Primeiro com o remate de Cole Palmer a meia distância e depois com Cucurella. Lance 1x1 com o guardião benfiquista e este mostrou o porquê de ser o melhor jogador em campo até ao momento.


Depois de muito sofrimento por parte da equipa encarnada na primeira parte, o árbitro apita para o recolher ao balneário. O Chelsea entrou com tudo. Com Cucurella e Pedro Neto a atacar por fora e Liam Delap e Enzo a explorar na profundidade. Valeu Trubin e António Silva que seguraram o empate com cortes e defesas cruciais.


Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura. Após diversas ocasiões de perigo, o Chelsea chegou ao golo. Falta de Florentino cobrada por Reece James que, ao notar que o guardião encarnado estava fora de posição, bateu forte para o primeiro poste. Após 64 minutos de uma partida perfeita, Trubin a associar-se de uma forma negativa ao golo.


A equipa vermelha e branca ainda tentou reagir refrescando o setor ofensivo, mas não foi o suficiente para mexer no resultado. Com cinco minutos para o fim da partida, os blues começavam a mostrar mais cansaço, mas a tempestade veio ajudar nesse aspeto. O protocolo manda que o jogo seja suspenso, no mínimo, 30 minutos.


Duas horas depois do reinício do encontro, o impossível aconteceu. Já para lá dos 90 minutos, Malo Gusto mete a bola na mão, o que dá penalti para Di María bater. Como tem feito até agora, com frieza, encostou a bola para dentro da baliza pela quarta vez na prova. Empata o Benfica e há prolongamento em Charlotte.


Início do prolongamento e lance infeliz de Prestianni. O jovem jogador argentino, passado pouco mais de um minuto, vê o segundo amarelo e reduz o Benfica a 10 unidades.


A equipa das águias ainda resistiu ao primeiro tempo do prolongamento, mas o segundo foi fatal – e os chamados golos de rajada foram os carrascos. O primeiro do prolongamento foi aos 108 minutos por Nkunku, seguido por Pedro Neto, aos 114’ e Dewsbury-Hall aos 117’.


Desta maneira, o Benfica diz assim adeus ao Mundial de Clubes, após perder por quatro bolas a uma frente ao Chelsea, nos oitavos de final da prova. Chelsea irá agora defrontar o Palmeiras, vencedor do outro jogo de hoje.


Autor: Alexandre Pereira

Imagem: Sapo Desporto

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