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Quem tudo quer, tudo perde

  • Foto do escritor: Alexandre Pereira
    Alexandre Pereira
  • 24 de jun. de 2025
  • 3 min de leitura

Atualizado: 25 de jun. de 2025

Madrugada de sonhos para o Porto que, infelizmente, acabaram por não se tornar realidade. A equipa azul e branca defrontou hoje o Ah-Ahly, tendo empatado a quatro bolas - neste que foi um jogo de loucos - fazendo com que este se tenha tornado o último jogo dos dragões neste novo formato do Mundial de Clubes.


A equipa portista entrou com alguma personalidade, mas os egípcios não iam dar a vitória de barato – visto que estes, se o Palmeiras vencesse e a diferença de golos fosse favorável para o Al-Ahly, qualificar-se-iam para os oitavos de final da prova.


Com Eustáquio no 11 inicial era expectável que este jogasse como defesa no habitual 3-4-3 de eleição de Anselmi, mas não foi o que aconteceu. Com uma linha de quatro no setor mais recuado, o Porto estava a tentar jogar mais pelo meio – e foi daí que o primeiro golo do Al-Ahly surgiu. Depois de uma desatenção de um mau passe de Namaso e de uma escorregadela de Eustáquio no meio do terreno, Hamdi Fathi deixou a bola para o palestiniano, Abou Ali, que abriu o marcador no MetLife Stadium.


Logo depois dos azuis e brancos levarem um susto depois da equipa de Cairo ter o seu segundo golo invalidado, o pequeno génio, Rodrigo Mora, fez das suas. Entrou na área, fintou o guarda-redes e atirou a bola para o fundo das redes. Um golaço que fez com que os portistas não perdessem as esperanças.


Nos 10 minutos após o golo de Mora, o Porto teve um período bem mais dominante, muito apoiado pela irreverência de William Gomes, mas o Al Ahly acabou por tomar as rédeas. Zizo, que até à data estava a fazer um jogo brilhante, apareceu no meio da área onde Fábio Vieira acabou por derrubá-lo. Abou Ali assumiu e fez o bis na partida.


Vindos do balneário, Martin Anselmi colocou dois novos peões no tabuleiro – Samu e Gonçalo Borges. Alterações feitas, efeito imediato. Minuto 50, William Gomes num momento de inspiração, rematou fora de área e fez o segundo (golaço) do Porto.


Um minuto depois, a equipa dos dragões parece que mudou de chip e deu o flanco direito a Mohamed Hany que colocou a bola na cabeça do suspeito do costume – Abou Ali – hat-trick na partida. Novamente, um minuto depois, é Samu quem coloca a cabeça no sítio certo e Porto faz o empate na partida, pela segunda vez. Minutos caóticos na partida e o jogo, sempre quentinho.


Não satisfeitos com o empate – e com a hipótese de ainda se qualificarem em cima da mesa – a equipa egípcia não tirou o pé do acelerador. Ao minuto 64, imitando o golo do brasileiro dos dragões, Ali Ben Romdhane – que foi contratado há poucos dias - faz o quarto do Al-Ahly. Muito mais bola para os egípcios, que estão a aproveitar-se das debilidades do meio-campo portista.


Apesar das duas equipas terem sido eliminadas, o jogo prometeu e entregou muito entretenimento e, sobretudo, grandes golos. Por fim, foi Pepê a dar gosto ao pé, com um remate poderoso que acabou por surpreender o guardião adversário.


Com o apito final do árbitro, o American Dream da equipa portista acabou por se desvanecer. Dado o empate nos dois jogos, o FC Porto diz adeus ao Mundial de Clubes precocemente e com sentimento que podiam ter feito mais. O grupo termina com Palmeiras em primeiro lugar, Inter Miami em segundo, Al-Ahly em terceiro e, por fim, o Porto – com apenas dois pontos.


Autor: Alexandre Pereira

Imagem: Sapo Desporto

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