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Um Porto de esperança afundado pelo clube de Miami

  • Foto do escritor: Alexandre Pereira
    Alexandre Pereira
  • 19 de jun. de 2025
  • 3 min de leitura

Atualizado: 20 de jun. de 2025

Como diz um provérbio português, a chuva falta nos meses, mas nunca falta no ano. Neste caso, aos dragões tem faltado golos, pontos e vontade de vencer. O FC Porto perde, novamente, hoje, dia 19 de junho, quinta-feira, frente à turma de Messi e companhia por duas bolas a uma (2-1).

Desde o início da partida, notou-se um Porto muito mais possante, ofensivo e com vontade de vencer… muito mais do que no jogo contra o Palmeiras. Esta nova abordagem de Anselmi deu frutos logo nos primeiros minutos.

Após receber a bola vinda do outro flanco, o lateral portista, João Mário, tentou cortar para dentro da área do Inter Miami, mas acabou por ser travado em falta pelo lateral da turma de Mascherano. Num primeiro momento, o árbitro chileno nada assinalou, mas com recurso ao vídeo-arbitro, acabou mesmo por para a marca dos 11 metros. Samu foi quem assumiu a marcação do castigo máximo e, apesar de Ustari já ter defendido um penálti nesta competição, não conseguiu travar o remate do avançado espanhol dos dragões.

O Porto continuou a dominar ofensivamente o jogo, mas continuava a ter algumas lacunas defensivas. Essas permitiam Messi lançar alguns passes na rutura para os seus companheiros, mas Cláudio Ramos – outra vez – a mostrar ser o substituto perfeito de Diogo Costa.

Os azuis e brancos continuavam a tentar ampliar o marcador a todo o custo. Primeiro, aos 39 minutos, Marcano apareceu em zona ofensiva para cruzar para a área onde apareceu Samu que, com um toque com nota artística, deixou para o jovem Mora que acabou por ver o seu remate ser travado em cima da linha por Fálcon. Pouco tempo depois, o suspeito do costume – Rodrigo Mora – deixou a bola à merce de Alan Varela que, infelizmente, viu o seu remate ser travado pelos postes da baliza do guardião do Inter Miami.

Com a vantagem nas mãos, o FC Porto entrou com a mentalidade completamente oposta à que mostrou no primeiro tempo. Logo nos primeiros minutos da segunda parte, jogada trabalhada pelo Inter Miami viu Marcelo Weigandt deixar um cruzamento atrasado onde apareceu Segovia que fuzilou a baliza de Cláudio Ramos.

Minutos depois, o impensável aconteceu. Falta à entrada da grande área dos dragões deu a Messi o que ele mais queria – um livre que, nos seus livros, é um penálti. Bola batida para o lado de Cláudio Ramos. Reviravolta no marcador.

Após a superioridade evidente da equipa de Miami, o timoneiro dos azuis e brancos viu-se obrigado a refrescar as zonas mais debilitadas do seu plantel. Com a entrada de William Gomes e Gonçalo Borges, o Porto ganhou mais velocidade pelos flancos, o que ia valendo, algumas vezes, o golo do empate.

Muitas tentativas, mas nenhuma deu em golo. O FC Porto acabou mesmo por perder diante o Inter Miami, complicando bastante as suas chances de se apurar para os oitavos de final do Mundial de Clubes.

O próximo, e último jogo, da fase de grupo dos azuis e brancos será frente o clube egípcio, Al-Ahly, na madrugada de terça para quarta-feira, às 02h00. Para se apurarem, os dragões precisam de vencer pela margem mínima de dois golos e o Inter Miami perder o jogo. Se o Inter Miami vencer, o Porto precisa de vencer por três golos de diferença.


Autor: Alexandre Pereira

imagem: Sapo Desporto


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