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Navio Cancelo aproxima Portugal das Américas

  • Foto do escritor: Alexandre Pereira
    Alexandre Pereira
  • 9 de set. de 2025
  • 3 min de leitura

Após a vitória sonante contra a Arménia no primeiro jogo de Portugal no apuramento para o Mundial de 2026, a turma de Roberto Martínez tinha pela frente uma equipa que, embora nunca tivessem perdido com, era sempre um adversário temível. Mesmo assim, a formação forasteira levou a melhor acabando por vencer a seleção da Hungria por três a dois (3-2).


A Seleção das Quinas organizou-se num 3-4-3 nos momentos ofensivos o que viria a permitir a ter mais bola no último terço - estatística sonante na primeira parte. Por outro lado, qualquer perda de bola no meio-campo ofensivo era facilmente penalizada em forma de contra-ataque por parte da formação da casa – que jogavam num bloco bastante baixo. Desta vez, não tendo Gonçalo Inácio, era Rúben Neves que ficava na posição mais atrasada do terreno – junto de Rúben Dias e Cancelo (ou Nuno Mendes).


Numa altura em que Portugal tinha completo domínio, a Hungria conseguiu responder. Szozboslai meteu um passe a rasgar para o lado esquerdo de onde saiu um cruzamento certeiro para a cabeça de Varga. O golo sucedeu-se de uma perda de bola da turma de Martínez, o que levou Vitinha a disputar o lance no ar – uma luta injusta.


Portugal entrou muito melhor na partida, conseguindo ter muito mais bola do que a formação adversária. Ainda assim, a Seleção das Quinas ia aproximando-se da baliza adversária, só que de forma pouco efetiva. Felizmente, foi sol de pouca dura.


Após uma jogada construída pelo lado direito, João Cancelo arriscou o remate com o pé esquerdo, mas a bola acabou por sobrar para Bernardo Silva. O número 10 dominou e atirou de imediato, finalizando com um disparo cruzado que deixou o guardião adversário sem resposta.


Fim dos primeiros 45 minutos na Hungria e viu-se um Portugal com muita mais bola, mas a sensação que ficou foi a falta de criatividade por parte dos portugueses para conseguir desmontar a sólida defesa húngara. A formação da casa aproveitou assim a única saída em contra-ataque para inaugurar o marcador, mas a equipa lusa conseguiu reagir chegando assim ao empate antes do intervalo. Restava perceber se, no segundo tempo, Portugal iria conseguir apresentar maior capacidade de desequilíbrio.


Não havendo alterações em nenhuma das duas formações, o ritmo de jogo manteve-se. Portugal a carregar e a encostar a Hungria atrás que continua a defender em 5-4-1.


Pouco tempo depois do arranque da segunda parte, a Seleção das Quinas teve um momento de felicidade. O lateral húngaro, Nego, acabou por travar o remate do capitão português com o braço. Cristiano Ronaldo chamado a ofício e a colocar um remate tão colocado que, mesmo mergulhando para o lado certo, nada conseguiu fazer o guarda-redes adversário. Portugal faz assim a cambalhota no marcador e está, pela primeira vez, em vantagem na partida.


Com o jogo a chegar aos instantes finais, as trocas começaram a surgir. Primeiro foi Bruno Fernandes que saiu – não fez um jogo propriamente muito feliz – por Trincão. De seguida, saiu Pedro Neto por João Félix e João Neves por João Palhinha. Após estas mexidas de Martínez começou-se a dar conta de alguma aflição em manter o resultado por parte do técnico espanhol. Palhinha ficaria mais recuado junto à linha defensiva o que permitiria a Portugal ter um pouco mais de solidez defensiva, deixando Vitinha como médio mais criativo.


O que estava para vir, ninguém conseguia prever. Dois golos em dois minutos. Primeiro foi a formação da casa quem conseguiu igualar o marcador. Nova desatenção da defensiva portuguesa que viu Nego aparecer no coração da área para ligar com a cabeça uma bola vinda da direita. Depois foi Cancelo, que após recuperar a bola em zona alta do terreno, combinou com Bernardo Silva e rematou colocado para fazer o 3-2 para Portugal.


Com o jogo a chegar ao fim, a equipa húngara ainda tentou fazer o empate, mas todos os esforços foram em vão. Portugal acaba mesmo por vencer a partida, mantendo assim o registo positivo tanto com a seleção húngara, como na fase de qualificação para o Mundial de 2026. O próximo jogo da seleção será apenas daqui a um mês, no Estádio José Alvalade, contra a República da Irlanda. A Seleção das Quinas termina assim esta primeira etapa da pausa para as seleções com seis pontos e em primeiro lugar do seu grupo (Grupo F).


Autor: Alexandre Pereira

Imagem: A Bola

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